
ESCORPIÕES
Os escorpiões pertencem ao filo Arthropoda (gr. arthros = articulado + poda = pé) e Classe Aracnida (artrópodes quelicerados. As quelíceras – correspondem aos apêndices do primeiro segmento e são estruturas em forma de gancho e servem para capturar a presa e apresentam glândulas de veneno associadas). São cerca de 1500 espécies, sendo 25 realmente perigosas.
Capacidade do Escorpião de multiplicar-se
A reprodução por partenogênese é a capacidade de multiplicar-se por meio de ovos não fertilizados (óvulos), portanto sem a intervenção do macho. Até hoje nunca foi encontrado um macho de Tityus serrulatus. Também ocorre em espécies cujos machos são conhecidos.
No mundo são cerca de 1500, no Brasil ocorre aproximadamente 80 e no estado de São Paulo são conhecidas 13 espécies. As espécies perigosas no Brasil são Tityus stigmurus; Tityus serrulatus e Tityus bahiensis.
Tityus stigmurus
Tamanho: 65 mm;
Carapaça amarelada, com um triângulo anterior preto;
Faixa mediana bem nítida, ao longo do corpo;
Vesícula amarela;
Encontrado na Região Nordeste.
Tityus serrulatus
Tamanho: 60 a 65 mm;
Coloração geral amarela;
Carapaça e térgitos mais escuros que os apêndices;
Último segmento metassomático com mancha escura ventral;
Penúltimo segmento do metassoma com dentículos dorsais perceptíveis ao tato;
Encontrado na Região Sudeste;
Idade máxima: 1590 dias.
T. serrulatus é sem dúvida a espécie brasileira mais importante do ponto de vista médico;
É responsável por 98% dos casos fatais no Brasil;
Muito comum em SP e MG.
Dentre as espécies brasileiras é a que injeta maior quantidade de veneno.
Tityus bahiensis
Tamanho: 60 a 65 mm;
Carapaça e tergitos de cor parda escura;
Metassoma mais claro, avermelhado, assim como os apêndices;
Palpos com mancha escura muito característica;
Pentes amarelados;
Pernas com manchas escuras pequenas;
Idade máxima: 1447 dias.
As partes do corpo mais atingidas são: 57% as mãos; 7% os braços; 18% os pés; 3,5% as pernas e 14,4% outras partes.
O tratamento através de soro anti-escorpiônico é utilizado somente em casos graves. No Brasil é produzido um soro bivalente. Age contra o veneno de T. bahiensis e o de T. serrulatus.
Os sintomas do envenenamento são dor local intensa, salivação, abaixamento na temperatura, lacrimação, escorrimento nasal, hiperglicemia, taquicardia e hipertensão.


